quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hoje ele faria 54 anos, Cazuza não era exemplo para ninguém. Não era o bom moço. Rebelde sem causa, filho de pai rico e exagerado. Mas havia algo nele que era indiscutível: o seu trabalho, suas letras, suas músicas, seu talento. Cazuza não era o “codinome beija-flor”, mas sim o codinome para tornar forte o tal Agenor, aquele rapaz que precisava de um alter-ego para expor toda a rebeldia sem causa de quem nasceu no berço da burguesia. E no pouco tempo que ele passou aqui neste mundo, ele falou ou gritou o que bem entendeu, produziu muito mais do que gente que viveu 100 anos e nada fez de importante. Ele deixou sua marca, virou um ícone, está lá como um capítulo da história da música brasileira. Pra quê mais? Ele fez sucesso e morreu no auge, como uma estrela. E deixou para nós todo um legado musical maravilhoso. Talento não se discute. Obra prima tão pouco. Cazuza foi polêmico. Foi gênio. Foi exagerado. Foi Cazuza. E como Caetano Veloso disse ''Podemos chorar de saudade de Cazuza. Mas sempre tornamos a nos alegrar com sua presença divertida e desafiadora, porque ele é uma das pessoas que mais sabem expressar este fato dificílimo de entender e admitir: os humanos somos todos imortais.'' e eu concordo. Parabéns, Agenor de Miranda Araújo Neto, eterno Cazuza.

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