sábado, 28 de abril de 2012

Dizia* James Barrie, em Peter Pan, que dizermos “adeus” era esquecermos. Mas e se por vezes tivermos mesmo de esquecer, para conseguirmos seguir em frente? E se por vezes formos obrigados a esquecer, para conseguirmos ter paz, para conseguirmos dar um passo em frente, para conseguirmos viver no presente? Não implica que o esquecimento seja eterno. Não implica que apaguemos todas e quaisquer memórias… Mas acho que implica obrigatoriamente que as apaguemos do nosso Presente. Implica que as deixemos ficar lá atrás. Implica continuarmos em frente e não voltarmos a olhar para elas. De cada vez que olhamos para trás, para essas memórias, esses minutos, parados, a olhar para elas, são minutos que perdemos. Minutos que poderíamos ter aproveitado para andarmos para a frente. E se calhar é por isto que demoramos tanto tempo a chegarmos a um novo destino. Paramos demasiadas vezes para olharmos para trás. E de que é que isso nos vale? Se mais tarde ou mais cedo, somos mesmo obrigados a avançar? Hoje escrevi uma carta de despedida. Estava a lê-la novamente. E está pronta. É tempo de deixar algumas memórias no tempo em que tinham vida. Até porque, às vezes, ao avançarmos, permitimos às outras pessoas que avancem também. Mais não seja quando virem que nós já não paramos, não olhamos para trás, nem tão pouco nos lembramos constantemente que deixámos algo lá atrás, no Passado. * Never say goodbye, because saying goodbye means going away. And going away means forgetting.

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