quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Quem você pensa que é para chegar dessa forma e desorganizar a minha vida sempre tão organizada? Quem te deu essa segurança irritante de saber o que me faz feliz? Como você ousa me tirar da zona de conforto, fazendo com que eu amanheça e adormeça com o coração acelerado, a adrenalina pulsando e o corpo em brasas? De onde você tirou essa petulância para me dominar e me fazer dizer sempre “sim”? Quem te ensinou a dar esse sorriso que me tira, completamente, do sério? Quando foi que eu dei confiança para você me tocar com toda essa propriedade e fazer isso de forma tão perfeita? Quem autorizou você a me resgatar de um mundo tão meu? Mundo que eu criei e blindei para que ninguém mais pudesse chegar perto do meu coração? Como consegue me deixar com um sorriso bobo e adolescente nos lábios, todas as vezes que penso em você? Ou melhor… quem permitiu que você tomasse por completo os meus pensamentos e roubasse a minha concentração em todas as horas do dia? Qual é o segredo que você tem para me fazer ter vontade de amar novamente e querer estar ao seu lado o tempo inteiro? Quem te contou como eu gosto de ser beijada e abraçada? Quem revelou que eu finjo ser auto-suficiente, mas que no fundo não passo de um poço de fragilidade? Por qual motivo se aproximou de mim, quando eu estava quieta e adormecida? Quem contou que eu queria despertar? Como é que a sua ausência pode ser tão torturante e me fazer sentir tanta saudade? Qual a fórmula que você usa para aparecer e me fazer esquecer de tudo e respirar mais levemente?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Em pequenos movimentos circulares, inesperados, vou contendo em mim todo aquele retorno.
Não reajo mais. Ou melhor, reajo, mas não dou mais a saber meus pensamentos. Afogo-os lentamente em pequenas frases, partículas libertas por uma força maior.
Minhas palavras e eu andamos divididas, nos distraindo por caminhos difusos, pelo calmo e pelo atroz. Contradições que ainda cruzam lentamente à minha frente, dia a dia, em busca de algo que não seria capaz de nomear.
Insisto na procura, releio aqueles textos, mas seguro minha língua.
E mesmo ruindo, e mesmo com marcas visíveis de degradação, sigo lenta – mas não paro – nesse caminho esquizofrenicamente delineado.
Saio à caça de meus fragmentos, como quem junta pequenos bens para se sentir menos miserável.
Subtraio cada fotografia e rascunho, e retiro você de mim como quem rasga uma página.
E, na releitura de cada pequeno sinal, me seguro ainda mais uma vez: não retorno.
Não reajo mais. Ou melhor, reajo, mas não dou mais a saber meus pensamentos. Afogo-os lentamente em pequenas frases, partículas libertas por uma força maior.
Minhas palavras e eu andamos divididas, nos distraindo por caminhos difusos, pelo calmo e pelo atroz. Contradições que ainda cruzam lentamente à minha frente, dia a dia, em busca de algo que não seria capaz de nomear.
Insisto na procura, releio aqueles textos, mas seguro minha língua.
E mesmo ruindo, e mesmo com marcas visíveis de degradação, sigo lenta – mas não paro – nesse caminho esquizofrenicamente delineado.
Saio à caça de meus fragmentos, como quem junta pequenos bens para se sentir menos miserável.
Subtraio cada fotografia e rascunho, e retiro você de mim como quem rasga uma página.
E, na releitura de cada pequeno sinal, me seguro ainda mais uma vez: não retorno.
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